De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% dos profissionais de TI no Brasil são mulheres.

Em conversas com algumas mulheres que tive durante minha carreira, ouvi o que as fizeram sair desta área:
1)    O preconceito do sexo, onde o estereótipo reforçado em uma ideia de que a tecnologia é um campo exclusivo para homens;
2)    Horário de expediente inflexível, exigindo 8 horas de trabalho por dia, e ter disponibilidade para horas extras/madrugadas/viagens;
3)    O preconceito daqueles que já estão na área e das próprias mulheres em não alcançar o nível desejado de conhecimento.

Como visto, é comum que mulheres desistirem da área por puro preconceito ou medo do desconhecido.

Mas existem as guerreiras, as que não desistiram e venceram as barreiras, e destas que quero falar.

Desde 1986, aos meus 15 anos me envolvi com a tecnologia, por pura curiosidade e me apaixonei, e nenhum dos itens acima me impediram de continuar. Nunca tive diferença de salário ou de cargo de meus colegas do sexo oposto: comecei como programadora e cheguei ao cargo máximo de Gerente de Projetos/Portfólio, já fui promovida e alguns colegas do sexo masculino ficaram. O que vale é a qualificação, o conhecimento e a habilidade no que faz.

E minha admiração vai para Ada Lovelace, a condessa de Lovelace, era matemática e se tornou a primeira programadora da história ao acrescentar algoritmos para funcionamento de uma máquina mecânica analítica. E mais recente, temos a Melinda Gates, que se destacou na IBM e na Microsoft devido sua competência, inteligência e perfil de liderança, antes de ser tornar esposa de Bill Gates.

Ainda somos minoria, mas a cada ano o número de mulheres vem aumentando na área de tecnologia, e ocupando lugares na alta gestão das empresas. Mulheres empoderadas que assumem o controle de suas próprias vidas, que transformam sua comunidade e a economia. Não queremos dominar o mundo, queremos melhorar.

A tecnologia vai ser uma importante ferramenta nessa história, então precisamos eliminar o preconceito e abrir espaço para a diversidade, mantendo nossas características, forças e perfis diferentes para melhorar as nossas vidas.

Margarete Bispo, PMP, SFC, ICS
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